Terça, Junho 27, 2017
   
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Reino Unido ira condenar a Síria no Conselho de Segurança da ONU

Notícias - Internacionais

Siria

 

 

A intervenção militar na Síria pode ser decidida nos próximos dias.

 

 

 

 

 

David CameronO primeiro-ministro britânico David Cameron anunciou que o Reino Unido vai apresentar esta quarta-feira ao Conselho de Segurança da ONU uma resolução de “condenação do ataque químico” ocorrido na Síria e “autorizando as medidas necessárias para proteger os civis”.
 
Por seu lado, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, apelou a uma resolução diplomática, ao invés da via militar, e pediu tempo para que os inspetores daONU possam concluir o seu trabalho.
Para o Irã, uma intervenção militar estrangeira na Síria será um desastre para a região.
 
“Essa atitude irresponsável trará o caos à região e os países ingénuos serão consumidos pelas chamas”, disse Ali Arijani, presidente do Parlamento iraniano. O exército Israelita elevou o nível de alerta junto à fronteira com a Síria nos Montes Golã e colocou todos os sistemas de mísseis defensivos em “stand by” para serem ativados caso Damasco retalie uma eventual intervenção militar internacional.
 
Paris e Londres determinados em “punir” Damasco
 
François HollandeA intervenção militar na Síria pode ser decidida nos próximos dias. A garantia foi dada por François Hollande na conferência anual de embaixadores franceses no Palácio do Eliseu, em Paris. O presidente francês defendeu que o país está preparado para “punir” os autores do que classificou como “massacre químico”, numa alusão ao ataque com armas químicas de 21 de agosto, que fez centenas de mortos e foi atribuído ao regime de Bashar al-Assad. “O massacre químico de Damasco não pode ficar sem resposta. A França está preparada para punir os que tomaram a decisão infame de “atacar” inocentes. Por outro lado, estamos determinados em aumentar o nosso apoio militar à oposição síria, no contexto dos nossos compromissos europeus”, declarou Hollande.
 
O primeiro-ministro britânico encurtou as férias e regressou a Downing Street. David Cameron declarou que uma ação militar contra o regime de Bashar al-Assad deverá ter alvos concretos para evitar a propagação do conflito na região. Por outro lado, sublinhou a urgência em tparar o uso de armas químicas. “Compreendo as preocupações das pessoas quanto a envolvermo-nos em guerras no Médio Oriente e sermos arrastados para a situação na Síria. Só que não se trata apenas de guerras no Médio Oriente ou do conflito sírio. Trata-se de armas químicas e de nos assegurarmos que impedimos o seu uso e cenas terríveis como as que todos vimos na televisão”, disse. David Cameron anunciou, ainda, que vai convocar uma sessão do Parlamento para quinta-feira para uma votação “sobre a resposta do Reino Unido aos ataques com armas químicas” na Síria.
 
Washington a postos para intervenção militar na Síria
 
Joe BidenFace à cada vez mais provável ação militar dos Estados Unidos na Síria nos próximos dias, dezenas de cidadãos russos decidiram abandonar Damasco, regressando a Moscou em um avião do ministério de Emergências. Mesmo se a Casa Branca e o Departamento de Estado norte-americano disseram que Barack Obama “ainda não tomou uma decisão”, o vice-presidente Joe Biden endureceu o tom, responsabilizando pela primeira vez de forma direta o regime sírio pelo uso de armas químicas.
 
O número dois da Casa Branca explicou que “seguindo instruções do presidente”, a administração “tem estado em contato próximo com os homólogos estrangeiros”. Biden acrescentou que ele e Obama acreditam que “os que usam armas químicas contra homens, mulheres e crianças indefesas devem ser responsabilizados”.
 
O secretário da Defesa disse que os Estados Unidos já “posicionaram os elementos necessários para responder à opção escolhida pelo presidente”. Responsáveis da administração disseram à agência France Press que a intervenção será limitada a uma campanha de alguns dias, a partir dos navios de guerra estacionados ao largo da Síria. O analista Michael Robin diz que “se houver a informação necessária, será visada a unidade que usou armas químicas. Se apenas for um ataque pontual e simbólico, talvez sejam visados palácios. Mas se forem visados sistemas de defesa antiaérea e bases militares, será um indício de que poderá haver muitos mais, se a situação o exigir”.
 
O objetivo da operação não será, segundo responsáveis norte-americanos, alterar o equilíbrio de forças entre Damasco e os opositores ao regime de Bashar, mas dissuadir o regime de Bashar al-Assad de um novo recurso a armas químicas. O ministro sírio dos Negócios Estrangeiros afirmou que “se houver uma agressão, só existem duas possibilidades: render-se ou defender-se com todos os meios possíveis (…) que é a melhor alternativa”. O autodenominado Exército Eletrônico Sírio, que apoia o regime, já respondeu preventivamente. O grupo de piratas informáticos estará por trás dos ataques de ontem contra o Twitter e os sites de jornais norte-americanos, como o New York Times.
 
Forças militares do Ocidente já ocupam posições estratégicas
 
Chuck HagelAs forças americanas estão “prontas” a lançar ataques na Síria se o Presidente Barack Obama assim o ordenar. A declaração foi feita pelo secretário da Defesa norte-americano, Chuck Hagel, depois do secretário de estado Jonh Kerry já ter garantido que o ataque com armas químicas da semana passada não ficará impune. Se os Estados Unidos avançarem com uma intervenção militar na Síria, não estarão sozinhos.
 
O Reino Unido também já se mostrou preparado, França e a Turquia também. Os alemães, em pleno período eleitoral, são mais cautelosos, mas devem juntar-se aos aliados do Ocidente. Do outro lado, estão a Rússia e a China, há muito aliados de Bashar al-Assad, mas que só se devem comprometer com ajuda financeira e com material bélico. Além disso, o Irã também está ao lado do governo de Damasco e continua a avisar os Estados Unidos de que não devem avançar para a Síria.
 
Entretanto, responsáveis do Canadá, Itália, Qatar, Jordânia e Arábia Saudita estão reunidos em Amã para avaliar a situação. E por definir estão também as posições da NATO, que se vai reunir de emergência em Bruxelas e da ONU, que contará sempre com o veto da Rússia e China. A Liga Árabe apenas condenou o ataque com armas químicas. Mas ainda sem decisão tomada já há posições militares a ser ocupadas nas região da Síria. O gigante dos mares norte-americano, o porta-aviões USS Truman deixou o mar Mediterrâneo em direção ao Mar Vermelho. Os Estados Unidos mantiveram também parte das tropas e dos F-16 que estavam na base que têm na Jordânia. Além disso, têm uma importante base militar em Incirlik, na Turquia.
 
Os ingleses também têm uma base militar no Chipre e há indicações de que há pelo menos um submarino britânico nas águas do Mediterrâneo. França, que entretanto disse que está pronta para punir os autores do ataque da passada quarta-feira, já tem operacional o porta-aviões nuclear Charles de Gaulle. O navio está no porto de Toulon. Além disso, o exército francês tem também caças estacionados na base militar que têm perto de Abudabi, nos Emirados Árabes Unidos. Todas estas movimentações militares e diplomáticas podem indiciar que uma intervenção internacional na Síria pode acontecer nas próximas horas.
 
Ban Ki-moon pede mais tempo para a equipe da ONU
 
Ban Ki moon“Devemos dar uma oportunidade à paz!” – Este foi o apelo de Ban Ki-moon aos beligerantes sírios e às potências ocidentais, na sequência do ataque com armas químicas nos arredores de Damasco, na semana passada. 
 
No discurso realizado na manhã desta quarta-feira no Palácio da Paz, em Haia, o secretário-geral das Nações Unidas disse ser “essencial estabelecer os fatos.” Ban Ki-moon recordou que uma equipe da ONU está no terreno para investigar o sucedido.
 
“Ela recolheu amostras válidas e testemunhos e encontrou-se com vítimas, poucos dias depois do ataque – adiantou – mas precisa de tempo para concluir o trabalho.” O secretário-geral das Nações Unidas rematou a intervenção com um apelo: “Deem uma oportunidade à paz, deem uma oportunidade à diplomacia. Parem os combates e comecem a conversar.”
 
A equipa da ONU retomou a investigação esta quarta-feira, depois de ter sido alvejada há dois dias por atiradores desconhecidos. O subúrbio de Mouadamiya foi alvo de um ataque com armas químicas que milhares de pessoas, de acordo com os opositores do regime de Bashar que apontam o dedo ao regime de Damasco. 
 
 
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