Sábado, Dezembro 16, 2017
   
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Síria: Guerra diplomática e civil

Notícias - Internacionais

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A comunidade internacional aguarda as conclusões do relatório dos inspetores da ONU para tomar uma decisão sobre uma possível ação militar na Síria

 

 

 

 

 
Os inspetores das Nações Unidas que estão na Síria, mesmo depois de terem sido alvo de disparos de atiradores furtivos, recolheram amostras biológicas de vítimas do ataque com armas químicas na periferia de Damasco. Os 20 peritos visitaram dois hospitais e o local onde na quarta-feira passada morreram mais de mil pessoas. A comunidade internacional aguarda as conclusões do relatório dos inspetores da ONU para tomar uma decisão sobre uma possível ação militar na Síria. Mas a Rússia continua defender que qualquer intervenção será um erro, mesmo com todas as pressões do Ocidente. Vladimir Putin teve que interromper uma reunião que estava a ser transmitida ao vivo para atender uma chamada do primeiro-ministro inglês, David Cameron.
Nos Estados Unidos já existem poucas dúvidas sobre o uso de armas químicas na Síria, mas de qualquer forma, o secretário de Estado norte-americano, Jonh Kerry defendeu que para além disso é necessário lembrar que esta guerra civil e todo o sofrimento provocado por este conflito. E que “têm sido usadas em larga escala e de forma indiscriminada armas que o mundo civilizado já tinha decidido nunca mais usar- e esta é uma convicção partilhada mesmo pelos países que não querem a intervenção.”
E nas últimas horas repetem-se os confrontos em várias cidades da Síria.  Há informações que garantem que as forças contrarias ao regime de Bashar assumiram nesta segunda-feira 26/08/2013 o controle de uma cidade estratégica no norte do país tendo conseguido cortar a única rota de abastecimento das tropas governamentais a partir da cidade de Aleppo. Além disso, o número de vítimas mortais não param de aumentar, cerca de 100 mil desde o início do conflito, bem como o número de refugiados, que nesta altura já chega perto dos 3 milhões de pessoas. 
Inspetores da ONU garantem que primeiro dia de trabalho foi “produtivo”
 
Os 20 inspetores da ONU que estão na Síria investigando o uso de armas químicas garantem que o primeiro dia de trabalho foi muito produtivo, mesmo depois da coluna onde seguiam ter sido atingida a tiro por atiradores furtivos. De acordo com as informações das Nações Unidas primeiro veículo do grupo foi atingido de forma continuada por “snipers não identificados”. Ninguém ficou ferido neste ataque. A caravana de carros da ONU estava sendo escoltada pelos serviços de segurança sírios. Os inspetores foram levados para um espaço seguro até serem substituídos os veículos, tendo seguido depois para o local da investigação, em Ghouta oriental, na periferia de Damasco. 
Ban Kim Mon
O secretário-geral das Nações Unidas, em declarações feitas na Coreia do Sul, já reagiu a este ataque. Ban Ki-moon deu instruções à alta representante da ONU para o desarmamento, Angela Kane, que se encontra em Damasco para “apresentar uma queixa ao governo sírio e às responsáveis da oposição para que uma situação do género não volte a acontecer e para que seja garantida a segurança dos inspetores.” O secretário-geral da ONU disse ainda que “equipe vai ter segurança reforçada a partir de amanhã e que espera um relatório completo.” Mesmo depois do ataque os membros da equipe encontraram-se depois com vítimas do ataque da semana passada quarta-feira, levado a cabo pelo exército sírio, com recurso a armas químicas. A comunidade internacional espera pelas conclusões desta inspeção para decidir se avançam ou não com uma ação militar na Síria.
 
Kerry diz que uso de armas químicas na Síria é “incontestável”
 
John Kerry 
Os Estados Unidos consideram que existem provas “incontestáveis” do uso de armas químicas na Síria. A afirmação foi feita pelo secretário de Estado, John Kerry, que acusou o regime sírio de tentar esconder o incidente da semana passada na periferia de Damasco. Num tom duro, o chefe da diplomacia norte-americana afirmou que “o massacre indiscriminado de civis, mulheres, crianças e inocentes, com recurso a armas químicas é uma obscenidade moral. É imperdoável e, apesar das desculpas e equívocos que alguns fabricaram, é incontestável”.
As declarações de Kerry poderão ser uma forma de preparar o terreno para uma ação militar dos Estados Unidos, contestada pela Rússia, aliada do regime de Bashar al-Assad. O ministro russo dos Negócios Estrangeiros acusa Washington de querer agir sem provas, contornando o Conselho de Segurança da ONU. Serguei Lavrov defende que “mesmo pondo de lado o aspeto legal e moral, uma intervenção externa, não aprovada pela comunidade internacional, terá como consequência concreta o risco de piorar a situação no país”. Em entrevista a um jornal russo, o presidente sírio voltou a desmentir o uso de armas químicas e disse que uma eventual intervenção militar norte-americana será um equívoco. No terreno, a equipe de inspetores das Nações Unidas concluiu o primeiro dia de investigações no local do suposto ataque com armas químicas. A missão da ONU foi visada por franco atiradores, numa ação que não fez feridos.

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