Domingo, Abril 20, 2014
   
Text Size

Pesquise no Portal Islam BR

É agravante a situação dos refugiados sírios

Notícias - Internacionais

siria capa21-08-2013

 

A situação dos refugiados dos conflitos na Síria tornar-se insuportável.

 

 

 


Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas cada vez mais a condição as quais estão sendo submetidas os refugiados da Síria; a ajuda humanitária está a chegar com mais dificuldades, porque cada vez há mais campos de refugiados, no Kurdistão iraquiano. As dificuldades aumentam e a esperança vai-se esgotando.
 
refugiados 01
 

“Não há qualquer esperança de uma solução pacífica para a Síria. Nós estamos a sendo bombardeados pelo regime de Bashar que estão a provocar explosões, em todas as regiões da Síria. É por isso que as pessoas, incluindo os curdos e os árabes estão a fugir. Milhões de pessoas fugiram do país”, diz um refugiado.

A capacidade deste campo está esgotada há muito tempo. O Alto Comissariado da ONU teve que abrir mais dois centros de alojamento; “Os números de refugiados estão aumentando diariamente e nós não estamos preparados para um fluxo tão grande. Foi um êxodo repentino e o destino era o Kurdistão. milhares de refugiados cruzaram a fronteira. Temos neste acampamento mais de 13 mil pessoas e abrimos mais dois campos em Arbil, um em Qush Tuba e o outro em Baherka”.
 
refugiados 02

O governador do Curdistão iraquiano visitou o campo. Massoud Barzani prometeu tomar algumas medidas para impedir a infiltração de grupos armados do regime de Bashar, através da fronteira. Após mais de dois anos de um violento conflito na Síria, a assistência humanitária dentro do país e nos países vizinhos que abrigam refugiados sírios permanece muito aquém das necessidades massivas e crescentes. Os sírios continuam a fugir de uma guerra civil cada vez mais grave, que já causou cerca de 100 mil mortes.
 
refugiados 03
 
Feridos e doentes enfrentam obstáculos quase insuperáveis na tentativa de obter cuidados de saúde, devido aos persistentes bombardeios e ao colapso do sistema de saúde nacional. As condições de segurança e as restrições impostas pelo governo sírio bloqueiam a oferta de ajuda humanitária nas frentes de batalha dentro do país. Embora as Nações Unidas tenham reconhecido, em janeiro, que a oferta de ajuda era insuficiente nas fronteiras da Síria, o fracasso da implementação de assistência humanitária independente também contribuiu para o aumento do impacto da crise.
 
refugiados 04
 

Fora da Síria, 1,5 milhão de refugiados enfrentam uma vasta gama de desafios. Muitos dos que fugiram apenas encontraram miséria, privação e pouco ou nenhum acesso a serviços essenciais nos países vizinhos, onde pouquíssimas organizações de ajuda estão atendendo às imensas necessidades locais.
 
Na Jordânia, o sistema de saúde no campo de refugiados de Zaatari, abrigo para 100 mil sírios, permanece frágil. A escassez de recursos financeiros também está ameaçando a capacidade de a Jordânia oferecer cuidados de saúde adequados aos outros 350 mil refugiados que vivem no entorno do campo.
 
refugiados 05
 
No campo de Domeez, norte do Iraque, mais de 35 mil refugiados vivem em condições de superlotação. Muitos estão recebendo uma quantidade de água muito menor do que os 15 a 20 litros mínimos por pessoa indicados pela norma internacional.
 
No Líbano, onde mais de 500 mil sírios buscaram refúgio, muitos indivíduos estão vivendo em abrigos comunitários provisórios, nos escombros de casas construídas pela metade ou em barracos miseráveis nos campos agrícolas. Muitos precisam pagar para viver em condições deploráveis. Dezenas de milhares de refugiados ainda precisam ser registrados pelas Nações Unidas, o que os torna inelegíveis para muitos tipos de assistência, incluindo cuidados de saúde.

Apesar dos esforços demonstrados pelos países vizinhos para lidar com as consequências da crise, os recursos de que dispõem são extremamente limitados e as tensões estão crescendo. Enquanto requerem suporte urgente para responder às necessidades crescentes dos refugiados, incluindo cuidados de saúde secundários, abrigo, água e saneamento, esses países precisam manter suas fronteiras abertas para garantir o direito dos sírios a buscar segurança.
 
É hora de os governos comprometerem-se com o levantamento dos fundos necessários para suprir as demandas de saúde e sobrevivência dos refugiados. É preciso que todos os governos e atores relevantes garantam a entrega de assistência humanitária adequada, tanto dentro quanto fora da Síria.
 
Uma epidemia de sarampo está se alastrando pelos distritos no norte da Síria, com até 7 mil casos registrados, indicativo de que as necessidades humanitárias estão crescendo e o sistema de saúde do país está em estado de colapso após mais de dois anos de guerra civil. Equipes da organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) vacinaram mais de 75 mil crianças nas províncias de Aleppo, Ar-Raqqah e Idlib, em um esforço para conter a epidemia entre uma população desacostumada a surtos desse tipo.

refugiados 06

Com a instalação da violência em 2011, o programa de vacinação de rotina da Síria foi interrompido em boa parte do país, deixando milhares de crianças desprotegidas. Além disso, centenas de milhares de pessoas fugiram de suas casas rumo a acampamentos para deslocados internos ou acomodações superlotadas em que as condições sanitárias são precárias. Enquanto as taxas de mortalidade permanecem baixas no surto em andamento, o sarampo aumenta a vulnerabilidade das crianças a outras infecções e, diante da indisponibilidade de cuidados básicos de saúde, as complicações decorrentes da doença podem ser extremamente ameaçadoras.

“Conduzir uma campanha de vacinação em um conflito tão polarizado quanto este está se provando uma tarefa extremamente difícil”, afirma Teresa Sancristóval, coordenadora de emergência de MSF. “Mas campanhas de vacinação e cuidados básicos de saúde são tão necessários quanto cirurgias de guerra.”

Além das vítimas diretas da violência na Síria, as taxas de mortalidade estão em curva ascendente, principalmente entre os mais vulneráveis, devido à falta de medidas preventivas, como a vacinação, e à escassez de acesso a cuidados básicos de saúde. MSF priorizou o alcance desses grupos vulneráveis. “Crianças, gestantes e idosos, bem como portadores de doenças crônicas, como asma e hipertensão, têm sido prioridade em nossa resposta à crise humanitária na Síria”, diz Sancristóval.

refugiados 07

A epidemia de sarampo denota uma piora da situação humanitária no norte da Síria e a condição desesperadora em que grande parte da população vive. Ainda que as equipes tenham vacinado mais de 15 mil crianças na cidade de Aleppo e mais de 22 mil no resto da província de Aleppo, foi desafiador completar a campanha de vacinação, devido à proliferação da violência e o medo, que é fator dominante na vida das pessoas. As filas tiveram de ser evitadas, porque poderiam atrair bombardeios aéreos ou mísseis. Até o momento, foram vacinadas 35 mil crianças em um dos três distritos da província de Ar-Raqqah. A cobertura parcial é resultado das limitações relacionadas à segurança e deixa milhares de crianças vulneráveis à doença.

refugiados 08

Na província de Idlib, 164 casos de sarampo foram reportados em maio, e o número aumentou em junho. Esse surto surgiu mesmo após a realização de uma campanha de vacinação em massa em fevereiro, quando as equipes imunizaram 1.900 crianças com menos de cinco anos em uma área próxima à fronteira, onde viviam cerca de 40 mil deslocados internos. O novo surto de sarampo na região de Idlib é devido, provavelmente, à chegada contínua de pessoas que se deslocam fugindo do conflito. Situação semelhante está acontecendo em diferentes regiões do norte da Síria. “As guerras tendem a reduzir drasticamente a oferta de serviços básicos de saúde justamente quando eles são mais necessários”, afirma Sancristóval. 

Facebook

Twitter

Google Plus

YouTube

LinkedId

Banner
Banner

Traducir Translate يترجم

English Arabic French German Hindi Italian Japanese Russian Spanish