Sábado, Dezembro 16, 2017
   
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Ano 1439 da Hégira

Notícias - Islâmicas

1439



Nação Islâmica Mundial se prepara para receber o ano 1439 da Hégira.

 

 

 

 

{Perguntar-te-ão sobre os novilúnios. Dize-lhes: Servem para auxiliar o homem no cômputo do tempo e no conhecimento da época da peregrinação.} (Alcorão 2:189)

{Para Deus, o número dos meses é de doze, como consta no Livro Divino, desde o dia em que Ele criou os céus e a terra. Quatro deles são sagrados; tal é o cômputo exato.} (Alcorão 9:36)

O calendário islâmico, que se baseia no ciclo lunar, foi introduzido pela primeira vez no ano 638 d.C. pelo garnde companheiro do Profeta Muhammad () e segundo califa, Umar ibn al-Khattab (رضي الله عنه). Ele tomou essa decisão, numa tentativa de racionalizar os vários sistemas de datas usados naquela época. O califa Umar (رضي الله عنه) consultou seus conselheiros sobre a data de início da nova cronologia muçulmana e finalmente foi acordado que o acontecimento de referência mais adequado para o calendário islâmico era a Hégira. Para a data do início verdadeiro do calendário foi escolhido (com base no ano lunar, contando-se para trás) o primeiro dia do primeiro mês (1° de Muharram) do ano da Hégira. O calendário islâmico (Hégira) (com datas que caem dentro da era muçulmana) é normalmente abreviado pela letra H., tirado das línguas ocidentais derivadas do latim, Anno Hegirae. Portanto, 1° Muharram, do ano 1, corresponde ao dia 16 de julho do ano de 622 da era cristã.

A Hégira, que narra a migração do Profeta Muhammad () de Makkah para Madina, em setembro de 622 d.C., é o acontecimento histórico central dos primórdios do Islam e que teve como consequência o estabelecimento da primeira cidade-estado muçulmana, um ponto decisivo na história mundial e islâmica. Para os muçulmanos o calendário com base na Hégira não é só um sistema afetivo de contagem de tempo e de datas de acontecimentos religiosos importantes (por exemplo, o jejum e a peregrinação a Makkah).

O calendário islâmico possui 12 meses lunares:

1º - Muharram

2º - Safar

3º - Rabi al-Awwal

4º - Raby al-THaany

5º - Jumaada al-Awal

6º - Jumaada al-THaany

7º - Rajab

8º - Sha’aban

9º - Ramadan

10º - Shawwal

11º - Dhu al-Qidah

12º - Dhu al-Hija 

As únicas festividades islâmicas do calendário islâmico são os Eids: Eid al-Fitr e Eid al-Adha.

É considerado um mandamento divino usar o calendário (Hégira) com os 12 meses lunares sem intercalação conforme é narrado nos versículos do Alcorão: 

"Perguntar-te-ão sobre os novilúnios. Dize-lhes: Servem para auxiliar o homem no cômputo do tempo e no conhecimento da época da peregrinação." (Alcorão 2:189)

"Para Deus, o número dos meses é de doze, como reza o Livro Divino, desde o dia em que Ele criou os céus e a terra. Quatro deles são sagrados; tal é o cômputo exato. Durante estes meses não vos condeneis, e combatei unanimemente os idólatras." (Alcorão 9:36) 

"A transposição do mês sagrado é um excesso de incredulidade, com que são desviados,ainda mais,. os incrédulos; permitem-no num ano e o proíbem noutro, para fazerem concordar o número de meses feitos sagrados por Deus, de maneira a tornarem lícito o que Deus vedou. Suas más ações os iludiram. Sabei que Deus não guia os incrédulos." (Alcorão 9:37)

 

Breve História da Hégira 

 
Depois do Profeta Muhammad ter pregado publicamente por mais de uma década, a oposição a ele alcançou um nível tão alto que, temeroso pela segurança de seus adeptos, enviou-os para a Etiópia.   Lá, o governante cristão lhes ofereceu proteção, memória que tem sido apreciada pelos muçulmanos desde então.  Mas em Makkah a perseguição piorou.  Os seguidores do Profeta Muhammad eram assediados, abusados e até torturados.  Por fim, setenta dos seguidores do Profeta Muhammad partiram, obedecendo a suas ordens, para a cidade de Yathrib, ao norte, na esperança de estabelecerem uma nova etapa do movimento islâmico.  A cidade foi posteriormente chamada de Madina (“A Cidade”).  Mais tarde, no início do outono de 622, ele, com seu amigo mais próximo, Abu Bakr al-Siddiq (رضي الله عنه), partiu para se unir aos emigrantes.  Esse evento coincidiu com o plano dos líderes de Makkah para matá-lo.
 
Em Makkah os conspiradores chegaram à casa do Profeta Muhammad e descobriram que seu primo, Ali, havia tomado seu lugar na cama.  Enraivecidos, os mecanos colocaram um preço na cabeça do Profeta Muhammad e partiram em sua perseguição.  O Profeta Muhammad e Abu Bakr (رضي الله عنه), entretanto, tinham se refugiado em uma caverna, onde se esconderam de seus perseguidores.  Pela proteção de Allah, os mecanos passaram pela caverna sem notá-la e o Profeta Muhammad e Abu Bakr (رضي الله عنه) seguiram para Madina.  Lá foram recebidos com alegria por uma multidão de madinenses, e também de mecanos que tinham ido na frente para preparar o caminho.
 
Essa foi a Hijrah – em português, Hégira – a partir da qual a era muçulmana é datada.  De fato a Hijrah não foi uma revoada, mas uma migração cuidadosamente planejada que marca não somente uma interrupção na história – começo da era islâmica, mas também para o Profeta Muhammad e os muçulmanos, um novo estilo de vida.  Daqui em diante o princípio organizacional da comunidade não era o de mero laço de sangue, mas a irmandade maior de todos os muçulmanos.  Os homens que acompanharam o Profeta Muhammad na Hijrah foram chamados de Muhajirun – “aqueles que fizeram a Hijrah” ou os “Emigrantes” – enquanto que aqueles em Madina que se tornaram muçulmanos foram chamados de Ansar, ou “Ajudantes.”
 
O Profeta Muhammad estava bem informado sobre a situação em Madina.  Antes da Hijrah vários de seus habitantes vieram a Makkah para oferecer a peregrinação anual, e como o Profeta ( costumava aproveitar essa oportunidade para chamar para o Islã os peregrinos visitantes, o grupo que veio de Madina ouviu seu chamado e aceitou o Islã.  Também convidaram o Profeta Muhammad a se estabelecer em Madina.  Depois da Hijrah as qualidades excepcionais do Profeta Muhammad impressionaram tanto os habitantes de Madina que as tribos rivais e seus aliados se uniram quando, em 15 de março de 624, O Profeta Muhammad e seus apoiadores se movimentaram contra os pagãos de Makkah.
 
A primeira batalha, que ocorreu próximo de Badr, agora uma pequena cidade ao sul de Madina, teve vários efeitos importantes.  Em primeiro lugar, as forças muçulmanas, excedidas em número em três vezes, expulsaram os mecanos.  Segundo, a disciplina exibida pelos muçulmanos colocou os mecanos a par, talvez pela primeira vez, das habilidades do homem que tinham expulsado de sua cidade.  Terceiro, uma das tribos aliadas que tinha prometido apoio aos muçulmanos na Batalha de Badr, mas que então se mostrou indiferente quando a batalha começou, foi expulsa de Madina um mês após a batalha.  Aqueles que alegaram ser aliados dos muçulmanos, mas tacitamente se opunham a eles, foram então advertidos: fazer parte da comunidade impunha a obrigação de apoio total.
 
Um ano depois os mecanos revidaram, reuniram um exército de três mil homens e encontraram os muçulmanos em Uhud, um monte fora de Madina.  Depois dos sucessos iniciais, os muçulmanos foram repelidos e o próprio Profeta ( foi ferido.  Como os muçulmanos não tinham sido completamente derrotados, os mecanos, com um exército de dez mil homens, atacaram Madina novamente dois anos depois, mas com resultados muito diferentes.  Na Batalha das Trincheiras, também conhecida como a Batalha dos Confederados, os muçulmanos conquistaram uma vitória importante ao introduzirem uma nova forma de defesa.  No lado de Madina a partir do qual o ataque era esperado, cavaram uma trincheira muito profunda para a cavalaria mecana transpor sem se expor aos arqueiros postados atrás das fortificações.  Depois de um cerco inconclusivo os mecanos foram forçados a se retirarem, a partir deste momento Madina ficou inteiramente nas mãos dos muçulmanos. 

 

OBS.: Durante o Ano Islâmico é uma sunnah altamente recomendada jejuar :
segunda-feira e quinta-feira de cada semana.
e os dias 13, 14 e 15 de cada mês.

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