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Síria: revolta e repressão completam um ano

Notícias - Internacionais

 

Nesta semana, os conflitos na Síria completam um ano. O país vive uma revolta popular contra o regime de Bashar al-Assad, que responde com uma repressão. Cerca de 8.500 pessoas, em sua maioria civis, morreram vítimas da violência desde meados de maço de 2011, segundo o OSDH (Observatório Sírio dos Direitos Humanos).

Aproximadamente 1,5 milhão de pessoas necessita de ajuda alimentar, de acordo com a ONU. Mais de 25 mil refugiados já foram contabilizados nos países vizinhos e entre 100 e 200 mil no interior do país.

Confira os principais eventos que marcaram o conflito:

MARÇO (2011)

- 15-16: Em Damasco, uma manifestação é convocada pela página do Facebook por "uma Síria sem tirania, sem lei de emergência, nem tribunais de exceção", ponto de partida de um movimento de contestação sem precedentes.

- 18-27: Manifestações são reprimidas em Damasco, Banias (noroeste) e Deraa (sul), foco da contestação (100 mortos no dia 23). Violência e mortos em Latakia (noroeste).

ABRIL

- 18: Damasco denuncia uma "rebelião armada de grupos salafistas".

- 25-26: A contestação se estende e se radicaliza com a exigência pela queda do regime. Em junho, o exército se instala perto do Iraque, na fronteira com a Turquia e, em seguida, no Líbano.

JULHO

- 15: Mais de um milhão de pessoas protestam contra o regime, sobretudo em Hama (centro) e em Deir Ezzor (leste). No dia 31, 100 morrem durante uma importante ofensiva do exército em Hama.

AGOSTO

- 18: Barack Obama e seus aliados ocidentais pedem que Bashar al-Assad abandone o poder. Os países ocidentais e árabes adotam várias sanções contra o regime.

NOVEMBRO

- 16: Um centro do serviço secreto de Damasco é atacado pelo ESL (Exército Sírio Livre), força da oposição armada, cuja criação foi anunciada em julho pelo coronel Riad Assad, desertor refugiado na Turquia.

FEVEREIRO (2012)

- 4: 2º veto chinês-russo a um projeto de resolução da ONU condenando a repressão.

- 12: A Liga Árabe decide apoiar política e materialmente a oposição e pedir uma força árabe-ONU. Em janeiro, apresentou um novo plano para a transferência de poder de Assad para seu vice-presidente.

- 22: Dois jornalistas ocidentais - um francês e uma americana - morrem em Homs. Outros dois, um britânico e uma francesa - gravemente feridos. Um outro jornalista francês morreu em janeiro.

- 24: Conferência internacional na Tunísia, que reconhece o CNS (Conselho Nacional Sírio), formado no início de outubro em Istambul, como "representante legítimo" e se compromete a entregar "um apoio efetivo" a oposição.

- 26: Referendo sobre uma nova Constituição, contestado pela oposição e o Ocidente. O regime tinha anunciado reformas que na verdade só significaram uma intensificação da repressão.

MARÇO

- 1: O exército toma o controle do bairro Baba Amr, reduto da rebelião em Homs (centro), depois de dois dias de combates e quatro semanas de bombardeios. Declaração do Conselho de Segurança denunciando "a situação humanitária em rápido agravamento".

- 7: A responsável pelas operações humanitárias da ONU, Valerie Amos, visita bairros de Homs "totalmente destruídos".

- 8: Renúncia do vice-ministro do Petróleo, a primeira de uma autoridade governamental.

- 9: As forças do regime lançam uma ofensiva na província de Idleb (noroeste), na véspera da chegada a Damasco do emissário da ONU e da Liga Árabe Kofi Annan. Uma dezena de oficiais do exército, entre eles quatro generais, desertam e chegam na Turquia.

- 10: A violência provoca a morte de mais 90 pessoas no país, principalmente na província de Idleb, onde as forças governamentais atacaram a cidade de mesmo nome.

- 11: As forças do regime continuam com a ofensiva na província de Idleb, com o ataque de Jisr al-Choughour.

 

 

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