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Suécia reconhece o Estado Palestino

Notícias - Internacionais

Palestina

 

A Suécia reconhece oficialmente os territórios palestinos como Estado, sendo o primeiro país ocidental da União Europeia a tomar esta decisão.

 

 

 

 

A Suécia tornou-se nesta última quinta-feira (29/10/2014)  o primeiro país da União Européia a reconhecer a Palestina como um Estado independente. Nenhum outro país deu sinal de que pretende seguir-lhe o exemplo, mas o impasse nas negociações e a irritação com a insistência israelita na expansão das colônias indicam que em breve prazo a Autoridade Palestina pode conseguir mais apoios à sua campanha pelo reconhecimento unilateral.
 
Stefan Lofven
primeiro-ministro sueco, Stefan Lofven
 
No início do mês, o novo primeiro-ministro sueco, Stefan Lofven, anunciou que iria reconhecer a Palestina, Washington, aliado incondicional mas cada vez mais relutante de Israel, criticou a decisão “prematura” da Suécia, insistindo que a independência Palestina pode por fim ao processo de paz.
 
Mas na quinta-feira (29/10/2014) a ministra dos Negócios Estrangeiros, Margot Wallström, disse temer que a decisão da Suécia “seja mais tardia do que prematura”. Num artigo para o jornal Dagens Nyheter, a antiga comissária européia reconhece que a Palestina não tem fronteiras definidas, mas cumpre o essencial “dos critérios de direito internacional para um reconhecimento”: um território, uma população, e um governo.
 
"Hoje, o governo toma a decisão de reconhecer o Estado da Palestina. É um passo importante que confirma o direito dos palestinos à autodeterminação", afirma a ministra das Relações Exteriores da Suécia, Margot Wallstrom, em um artigo publicado no jornal Dagens Nyheter.
 
Margot Wallström
ministra das Relações Exteriores da Suécia, Margot Wallstrom
 
Wallström sublinhou que a iniciativa não significa que Estocolmo esteja escolhendo um lado do conflito. “Estamos a colocar-nos do lado da paz”, disse a ministra, explicando que o objetivo é apoiar os palestinos de boa vontade, como o presidente Mahmoud Abbas, e reforçar o seu estatuto nas negociações de paz.
 
Mas não escondeu que o passo dado pela Suécia – o 135.º país a reconhecer uma Palestina independente – nasce também da frustração com que o mundo olha para os acontecimentos na região. “Ao longo dos últimos anos vimos como as negociações de paz se afundaram num impasse, como as decisões sobre a construção de novos colônias judaicas nos territórios ocupados da Palestina complicaram a solução de dois Estados e como a violência regressou a Gaza”, afirmou.
 
Abbas agradeceu a decisão “corajosa e histórica” e exortou outros países a responderem à campanha que, em 2011, o levou ao pedir ao Conselho de Segurança o reconhecimento da Palestina como um membro de pleno direito da ONU. A iniciativa foi bloqueada, mas abriu o caminho para que, no ano seguinte, a Assembléia Geral lhe atribuísse o estatuto de Estado observador – numa votação em que Portugal foi o primeiro país da União Européia a anunciar o seu apoio e um dos 14 que votou a favor.
 
Depois disso, os EUA tentaram relançar as negociações, mas a realidade voltou a sobrepor-se: em Janeiro, Israel anunciou novos planos para a construção de colônias judaicas, três meses depois a Fatah de Abbas acordou com o rival Hamas, majoritário em gaza, um governo de unidade nacional e o diálogo foi suspenso. Em Julho, Israel lançou nova ofensiva contra Gaza que fez mais de dois mil mortos.
A violência, escreveu o Guardian, voltou a chamar a atenção do mundo para um conflito sem solução militar e é Israel quem mais tem perdido na frente diplomática. “Cada vez que há um acontecimento grande como este, o apoio a Israel diminui um pouco mais”, disse um responsável europeu ao jornal britânico, explicando que uma fatia crescente da opinião pública do continente “não acredita que Israel esteja a trabalhar genuinamente para alcançar a paz”.
 
A União Européia (UE) diz estar disponível para reconhecer a Palestina “no momento apropriado”, mas insiste que a prioridade deve ser colocada nas negociações de paz. Vário país adiantou a Reuters, ficaram frustrados com o passo unilateral de Estocolmo – sete países da UE (Chipre, Bulgária, Hungria, Polônia, República Checa e Romênia) tinham reconhecido a Palestina, mas fizeram-no antes da adesão à UE. No entanto, nos corredores são cada vez mais os diplomatas europeus que, a cada anúncio de expansão das colônias judaicas, avisam Israel para o risco de isolamento internacional.

 

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